28.9.10

O galo Chanteclaire

No CBN Sabores BH de 22/09/2010, contei para os ouvintes sobre o resgate do galo Chanteclaire pela chef Roberta Sudbrack.

O galo Chanteclaire


Resumindo: estávamos na Mercearia Paraopeba, em Itabirito, quando conhecemos o imponente galo Chanteclaire. Ele se encontrava dentro de uma gaiola do lado de fora do armazém. Minutos mais tarde, despedimos do galo e fomos comer um pastel de angu com o Roninho, o dono da mercearia.

Enquanto saboreávamos o salgado no Xodó da Terra, a dona da lanchonete entra com o Chanteclaire embrulhado em jornal como se fosse um bouquet de flores. A chef Roberta estranha a situação e pergunta o porquê do animal estar ali. A compradora do galo explica que este é o seu "ïngrediente" principal do galopé, um prato tipicamente mineiro.

Roberta não aceita a morte de Chanteclaire e oferece a ela o dobro do valor que pagou na mercearia. A mulher não aceita. Diz que sua familia já está contando os minutos para provar o galopé (galo + pé de porco) no jantar de logo mais.

Roninho então entra na negociação. Ele apanha o galo das mãos da dona da lanchonete e promete conseguir um galo "alternativo", o qual sairá mais barato. Finalmente a dona da lanchonete topa o acordo.

Chanteclaire passa a pertencer a Roberta, que promete levá-lo para o Rio de Janeiro, onde ela mora.

Roninho inicia então uma série de telefonemas em busca do galo "alternativo", que será usado para fazer o galopé. Ele descobre haver um galo num quintal da casa de seu funcionário. Seguimos para o local.

Tocamos a campainha e pedimos licença para apanhar o "ingrediente" do galopé. O galo "alternativo" é bem mais magrinho que Chanteclaire (melhor a dona não vê-lo, pensamos). Porém, Roninho diz que o galo é índio e, portanto, tem uma carne mais saborosa. Além disso, o animal é cego de um olho, o que facilita a sua captura por Roninho.

Por fim, deixamos o galo em um açougue que pertence à familia da dona da lanchonete e vamos embora antes que a dona da lanchonete veja que trocamos o gordinho Chanteclaire por um galo bem magrinho.

No dia seguinte, Seu Juca, pai de Roninho, fecha um acordo com Roberta, garantindo a não necessidade dela levar o galo para o Rio.

Seu Juca promete que vai levar o Chanteclaire para o seu terreiro, onde ele morrerá de velhice. E diz que regularmente irá enviar fotos do galo para Roberta para mostrar que ele está vivo e feliz.




Abaixo, algumas das cenas da epopéia narrada acima:


1) Chanteclaire no colo de Roninho após ele ter fechado o acordo com a dona da lanchonete, garantindo a sobrevivência do galo.




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2) Roninho captura o galo índio, o qual irá virar um saboroso galopé.


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3) Roberta e Seu Juca firmam um pacto que garante a estadia de Chanteclaire em Itabirito, onde morrerá de velhice.


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