29.8.08

Entre pilhas de copos e pratos sujos

No último domingo fui conhecer o Outback Steakhouse, recém inaugurado no Pátio Savassi.

Depois de esperar cerca de 90 minutos, minha mesa para quatro pessoas foi chamada. Bombardeado por rock n’roll em alto volume, esperamos pacientemente até algum garçom notar nossa presença. Uma vez que ninguém apareceu para nos atender, fomos estudando os cardápios que, felizmente, se encontravam sobre a mesa. Minutos depois, laçamos um dos garçons que circulava pelo restaurante. Esfomeados, pedimos de uma só vez as bebidas, a entrada e os pratos principais.

Outras centenas de segundos se passaram até que os drinques chegassem à mesa. Dentre estes estava um chope servido congelado ao meu cunhado. Pensamos em pedir ao garçom para trazer garfo e faca para saboreá-lo, mas minha esposa, dócil e elegante, pediu apenas que trocasse a bebida. Percebi então que a mesa do lado saboreava pão com manteiga, uma cortesia da casa que deve ser servida a todos. Chamei uma garçonete (nosso garçom havia desaparecido do salão) e reclamei a falta do privilégio.

Quando chegaram os pratos principais, pedi a um funcionário para repor nossas bebidas (no Outback o cliente paga o valor exorbitante de R$ 5,10 pelo refrigerante, mas tem o direito de reposição gratuita). A demora foi tanta que quase tive uma crise de soluços. No meio da refeição, cutuquei minha esposa e apontei para nosso garçom. Acredite se quiser, mas ele havia puxado uma cadeira na mesa ao lado para assentar e ler a conta aos clientes.

Após o almoço, pedimos a conta. Passaram cinco, dez, quinze minutos, e nada dela chegar. Levantei e fui até um lugar onde estavam cerca de dez funcionários tentando fechar suas mesas (fiquei com a impressão de que são os próprios garçons que encerram as contas, ao invés do trabalho ser feito por um caixa). Pedi a um deles que chamasse o gerente.

Tempos depois, apareceu uma garota de vinte e poucos anos de idade. Pensei comigo mesmo: “Será que estou na Terra do Nunca”, devido à quantidade de meninada trabalhando no local. Disse à gerente que havia pedido a conta a mais de quinze minutos. Sua resposta foi que o sistema tinha travado. Ela então pediu licença e disse que tentaria resolver o problema. Mais tarde, nosso garçom trouxe e perguntou de supetão se poderia adicionar os 10% referentes ao serviço. Minha esposa ficou com dó e disse que sim.

Dando continuação ao imbróglio, as máquinas de cartão de crédito sem fio estavam sem bateria de tanto circularem nas mãos dos garçons. Por este motivo, fomos convidados para ir à cozinha onde havia uma máquina ligada na tomada. Finalmente, em meio a uma pilha de copos, talheres, e pratos sujos, conseguimos pagar a conta. Mas não pense que o tour pela cozinha foi nossa exclusividade. Outros clientes também tiveram este privilégio.

Sei que teoricamente não devemos julgar um restaurante durante seus primeiros dias de funcionamento. Por isso, se você pretende ir ao Outback em breve, recomendo esperar um tempinho até que os funcionários estejam mais bem treinados.

6 comentários:

Paulo disse...

Meu caro, a cerveja semi congelada faz parte do cardápio e é assim que é servida na Austrália. Este item é o que me faz mais ir ao Outback !!!

Paulo Gontijo disse...

Eu tinha que estar lá...

PG

Erich disse...

Sem dúvida, um restaurante deste porte e de nome internacional, deveria a menos ter um belo de atendimento e sem nenhuma falha. Isto que diferencia uma casa das demais....Espero mesmo que consigam corrigir os problemas de lá. Como já conheço de outros estados, e em funçao da gigantesca fila que havia por lá, nem me animei a entrar para conhecer. Agora, casa boa mesmo para se comer uma boa carne, indico o Road House Grill, localizado em Brasília. Mas quando for, prepare o bolso, mas vale a pena conhecer.
Abraços do amigo,

Erich Aichinger

Anônimo disse...

Esse é meu patrão, (Rusty)
Só pelo local ser "importado" os manés(nós todos)ficamos babando e doidos para conhecer, pagamos caro , somos mau atendidos e mesmo assim muitos voltam.
Daqui uns dias a febre passa , e todos vão reconhecer que não existe nada melhor do que um bom buteco com nossa cerveja "normal" bem gelada e um tira gosto caprichado.
Abç Leo Z

Tia Ucha disse...

Ei. Titia comentando...
Este é o RUSTY... é o meu patrão.
O sério ficou engraçado.
Bjos.

lorena disse...

Nossa! Até Tia Ucha... Eu não podia deixar de escrever depois dessa! Como o acontecimento ainda por cima foi comigo... Apesar de ser um local um pouco mais caro, sempre valeu muito a pena ir ao Outback. Tenho só boas lembranças de minhas idas com minhs queridas amigas Duda e Silvinha. Sempre um ótimo atendimento! Que tudo melhore bem rápido por aqui! E que eu não tenha que ir na cozinha pagar mais a conta (apesar de que foi legal ver como é lá dentro). Bjs