19.2.09

Muquirana é obrigado a abrir a mão

Li na edição de 12 de fevereiro de 2009 de O Estado de São Paulo uma notícia contando que uma catadora de materiais recicláveis encontrou R$ 40 mil no lixo e devolveu ao dono.
Segundo o jornal, "Lorenza Palma da Cunha, de 55 anos, moradora de Penápolis, interior de São Paulo, devolveu aos donos de um supermercado R$ 40 mil em dinheiro e cheques que ela encontrou no lixo do estabelecimento. (...) Lorenza disse que não pensou duas vezes. "Voltei no supermercado e vi todo mundo desesperado procurando pelo dinheiro. Aí falei: o que vocês perderam está aqui e mostrei o dinheiro. A gerente me viu e começou a chorar, dizendo obrigado senhor", comentou."
Pois é, meu caro leitor, e sabe o que a Lorenza recebeu como gratificação do dono do supermercado? Duzentos reais! Haja pão durice!
Porém, hoje, 19 de fevereiro de 2009, tive a felicidade de abrir o jornal e encontrar a notícia que, inconformados com a avarice do dono do supermercado, a comunidade local se revoltou exigindo uma melhor recompensa para Lorenza.
Segundo o Estado de São Paulo: "Cansado das hostilidades por ter recompensado Lorenza com "apenas" R$ 200 o dono do supermercado, Max Douglas Uranello, decidiu divulgar que sua recompensa, na verdade, é a doação de uma cesta de compras de R$ 600 por mês.A notícia da pequena retribuição saiu na TV e foi o bastante para criar problemas para Uranello. Houve até brincadeiras maldosas. "Pessoas ligaram de Santa Catarina me ameaçando. Outras, na rua, me chamavam de sovina", contou, lembrando de um apresentador de TV que disse que tiraria R$ 200 do próprio bolso para recompensar a catadora."
Bem feito ao muquirana que é este dono de supermercado. Pelo menos este mão de vaca aprendeu sua lição.

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